Um pouco da Campus Party 2017

Acabou hoje em São Paulo na arena Anhembi a décima edição da Campus Party, um dos principais eventos tecnológicos que acontece anualmente no Brasil. Novamente tive o enorme prazer pelo segundo ano consecutivo de poder cobrir o evento diretamente para o blog. No post de hoje deixei um resuminho de tudo o que aconteceu e também um pouco da história do evento e os dados desse ano.

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O principal objetivo do evento é tratar de questões relacionadas a internet, reunindo um grande número de comunidades e usuários da rede. O evento visa proporcionar palestras de CEOs, influenciadores, pessoas relacionadas ao mundo da tecnologia, ciência, empreendedorismo, criatividade, games, design, inovação, entretenimento e mídias sociais como blogueiros e alguns youtubers, tratando sempre de assuntos que envolvem a sociedade contemporânea moderna e a inovação tecnológica, separadas em dez palcos.

História

A primeira edição do evento aconteceu no ano de 2008 em São Paulo e depois disso se espalhou para algumas regiões do Brasil como Brasilia, Recife e Belo Horizonte. O interessante do evento é a possibilidade dos participantes poderem acampar lá dentro durante 24 horas do dia durante toda a semana.

Os Números de 2017

O evento desse ano começou no dia 30 de Janeiro e acabou no dia 4 de fevereiro, com a participação de mais de noventa mil pessoas, entre profissionais da imprensa, campuseiros e visitantes.

Reunindo 40% do público feminino e 60% do público masculino, deixando explicitamente que o evento reúne também a diversidade de pessoas, sendo a maioria delas do mundo Geek e Nerd. Foram 6.500 barracas, sendo 6 mil simples e 500 duplas e cerca de 60% dos campuseiros tinha idade entre 18 e 29 anos.

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Representatividade 

A representatividade feminina também cresceu nos últimos anos pra cá, cerca de 40% de 750 palestrantes são mulheres, o que em 2008 não chegava nem há 5% desse número, mostrando também que o cenário social está mudando rapidamente.

Foram realizadas mais de 750 horas de atividades, dentre elas palestras, workshops e reuniões, pois também é o local onde cerca de 160 Startups participaram do programa Startup&Makers a procura de novas idéias, novos mercados e soluções tecnológicas, o objetivo é impulsionar e capacitar jovens talentos e empreendedores

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Palestra sobre a representatividade feminina no Youtube – Maira Medeiros (Nunca te pedi nada), Becca Pires, Maddu Magalhães, Nátaly Neri(Afros e Afins) e P. Landucci

Solidariedade

Além disso, Daniel Annenberg, secretário de inovação, anunciou uma parceria junto com a prefeitura de São Paulo. As 6.500 barracas utilizadas pelos campuseiros logo ao fim do evento serão doadas para moradores de ruas.

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Games e Simuladores

Esse ano foram cerca de quinze simuladores, entre eles de caminhão (ProSimulador), voo, corrida de carros, realidade virtual, simulador de trânsito, além de outros games que fizeram a cabeça da galera do evento, por exemplo, a todo canto que eu olhava tinha pessoas jogando o game Just Dance 2017, no estande da Submarino, entre os campuseiros ou no estandes de games.

Esse ano o que fez a alegria da galera foi também a corrida de Drones, uma das coisas que mais me deixou fascinado, não sabia que dava para controlar os movimentos deles tão bem. Podemos citar também o combate entre robôs, jogo de escape e além disso uma mini baladinha proporcionada pela TNT Energy Drink.

Problemas

Como todos os anos infelizmente acontece sempre alguma anormalidade no evento, na edição de 2015 por exemplo, a crise hídrica afetou os campuseiros por conta da falta do abastecimento de água. Em 2016 as constantes quedas de energia fizeram os campuseiros reclamarem muito e nesse ano um pouco antes do inicio do evento no dia 31 de janeiro houve uma instabilidade na conexão, pois segundo informações da Telebras, empresa que é responsável pela infraestrutura do evento, ladrões roubaram mais de dois quilômetros de fibra óptica que seria utilizada no evento, problema que foi resolvido logo pela manhã do primeiro dia do evento, antes da abertura dos portões às 9h.

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Esse ano a velocidade da internet era de 40 Gigabites por segundo, o que por exemplo faz com que algumas pessoas compareçam no evento só para baixar arquivos pesados.

Porque ir a Campus Party nos próximos anos?

Mesmo que você não goste de tecnologia eu te recomendo muito ir à Campus Party, pois é um evento que faz as pessoas terem percepções diferentes sobre o mundo contemporâneo, já que o evento retrata a tecnologia voltada para melhoria de vida das pessoas das mais diversas camadas sociais, como empreendedorismo, representatividade, parcerias e negócios.

– Ah Rodrigo não tenho dinheiro para gastar em um evento desses!

A campus Party todos os anos tem o espaço grátis, a “Open Campus” com atividades gratuitas, por exemplo esse ano, a corrida de Drones, os simuladores, área de games, comidas, escapes e as batalhadas de robôs estavam localizados nessa região do evento.

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Bom pessoal, espero que tenham gostado do post, em breve estarei trazendo outras novidades e mais conteúdo de eventos aqui para o blog. Confesso que estou bem ansioso por esse ano de 2017.

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Até mais! 🙂