Calmaria

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Todas as pessoas tem personalidade diferente, FATO, e por esse motivo existe os diversos gostos, FATO TAMBÉM. 

Nesse momento estou em uma viagem, em uma cidadezinha do interior do Pernambuco. Ja cheguei a vir várias outras vezes aqui. No caso quatro vezes. Não sei o que aconteceu, mas quando eu vim dessas outras vezes, tudo parecia tão legal, tão magico, tudo era novo, tudo era novidade. 

Hoje estou aqui de volta, depois de três anos da última viagem. Agora estou sentado na varanda de uma casa, olhando a calmaria, vejo crianças brincando, senhores passando com sacolas de um mercadinho da esquina. Duas idosas sentadas que conversam na casa visinha sobre o quão é complicado tratamento de saúde neste local. Ao mesmo tempo o sol castiga esse chão, um calor sob qual é impossivel caminhar ou ficar de olhares totalmente abertos. 

Olho para aquelas crianças e lembro do tempo em que eu estava no lugar delas. Com os pés descalsos, joelhos ralados e rindo de tudo sem se importar com o dia que viria seguinte. É como dizem, crianças enchergam magia em tudo, é pura, é serena, vejo isso refletido na minha irmã de cinco anos, ela aproveita tudo tão intensamente, sinto saudade, porém ja não posso, algo parece me prender nessa consciencia de um ser de 19 anos. 

Me pego pensando se algum dia irei voltar aqui? Pois nada disso me agrada mais, a agitada São Paulo me viciou no ritmo dela, o intenso ritmo de trabalho, estudos e outras responsabilidades me tornaram uma pessoa diferente da qual não me reconheço. E tudo aqui tão calmo me faz sentir um inutil e que está perdendo o tempo para fazer algo mais produtivo. 

Tudo poderia esta sendo tão legal, mas não consigo parar de pensar como seria se eu estivesse em outro país estudando uma outra língua, ou como outros amigos meus estão aproveitando sua férias a beira mar, ou invejando aquele famosinho popular que está em Las Vegas torando o seu dinheiro, ja que provido de berço de ouro. Não consigo me imaginar em outro lugar divertido que nao fosse estar aqui, vendo o tempo passar tão devagar, como a velocidade de um jabuti. 

Meio melancólico esse texto né? Mas não é para absorver, é para refletir. 

  

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