A difícil tarefa de aceitar os próprios erros

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Esses dias eu estava num ponto de ônibus como de costume na minha vida universitária, esperando ultimo ônibus para voltar da faculdade depois de uma quarta corrida.

Porém, algo me chamou a atenção e me fez refletir o quanto a maioria de nos muitas vezes somos mal agradecidos com as coisas que temos na vida. Existem pessoas que acham que um probleminha financeiro na vida, é o fim do mundo, outras já acham que precisam sempre estar cercadas de bens materiais, e outras buscam procurar argumentos para rebater os seus erros. Isso quando não é um compilado dos três juntos.

Eis que me deparo com duas meninas jovens, aparentemente a mesma idade que eu, por volta de uns vinte anos, cada uma com uma prova na mão. As duas tiveram notas bem diferentes, enquanto uma foi bem, a outra foi mal.

A menina que foi mal falava de uma forma raivosa, como se quisesse matar o professor. Procurando argumentos que justificassem o seu baixo desempenho na prova.

– Nossa aquela professora é uma mal amada, eu não coloquei que era isso, mas consegui explicar a forma que funcionava, não custava nada ela ter me dado certo nessa questão. Quer saber quarta que vem eu vou fazer ela considerar isso, e se não considerar vou ate a coordenação da faculdade falar o quanto ela é mal professora.

Já a outra em contraposição disse:

Eu não acho que ela seja uma má professora, eu gosto das aulas e da didática dela, é bem interessante, inclusive nunca vi ninguém reclamando dela.

O que já começou a causar um certo atrito entre as duas…

COMO ASSIM VOCÊ GOSTA DA AULA DELA? Nossa só você mesmo pra gostar da aula daquela louca.

Pois é, as vezes é tão difícil de admitir os nossos erros que ficamos no meio do abismo procurando acertos e tentando justifica-los. Você ir bem ou mal em alguma tarefa, é uma consequência da sua dedicação, existem professores ruins? Existem, porém, a menina que falava bem do professor tinha argumentos bem mais plausíveis e estruturados do que a outra.

Antes de criticar algo, ou olhe para si mesmo e avalie, é uma consequência minha, ou não? Só depois argumente.

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